você não é casado ou um pessoas sem vida social que fica em casa no sábado a noite, provavelmente você não assistiu, vale a pena conferir Billy Elliot (interpretado por Jamie Bell) é um menino de onze anos, filho de mineiro de carvão do norte da Inglaterra, que, em plena greve dos mineiros de 1984, decide ter aulas de ballet com a Sra. Wilkinson (Julie Walters). Já viu tudo né? Péssima hora para ele ter essa ideia. Billy se escondendo do pai viúvo e do irmão, ambos participantes ativos do movimento grevista. Mas como mentira tem pernas curtas, logo seu segredo vem a tona e suas esperanças são barradas. Entretanto a paixão de Billy pela dança e seu talento são reconhecidos pelo pai que o leva a inscrever-se no Royal Ballet em Londres. O filme busca exprimir de forma alegórica a transição de uma época histórica para outra.
Billy é o contraste pessoal de seu irmão mais velho, Tony Elliot – enquanto ele é mineiro e sindicalista, vinculado à sociedade industrial de velho tipo, das minas de carvão e da indústria de chaminé; Billy, por outro lado, é o jovem tal <!–[if !vml]–><!–[endif]–>entoso e sensível, entusiasmado pela arte do ballet, cujas qualidades pessoais (e a escolha profissional) estão ligadas à denominada “sociedade pós-industrial de serviços”. Viu?!! Não precisa ter preconceito o cara sabe o que estava fazendo.
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Por isso este filme serve para você conhecer melhor as mudanças neoliberais introduzidas na década de 80. Serve como uma boa revisão de história e atualidades. No decorrer da década de 1980, o choque neoliberal de Margaret Thatcher no Reino Unido implicou a construção sócio-pessoal, no plano ideológico-valorativo, de um novo homem (e uma nova sensibilidade) pós-fordista vinculado às demandas das novas formas de exploração do capital, ligado à atividade de serviço. O que este filme buscam expressar é que o neoliberalismo é muito mais do que uma política de gestão do Estado capitalista; é também um novo modo de vida (e de sensibilidade) social que busca descontruir uma determinada forma histórica de luta de classes. A força da ideologia individualista, onde o sucesso pessoal está ligado a talentos individuais, e não a movimentos coletivos, é flagrante em Billy Elliot.
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